Converter um ateu

Acredito que uma boa porcentagem dos ateus nos dias atuais não tem uma convicção religiosa não pelo fato de não acreditarem que existe um Ser Supremo, mas porque preferem não se reverenciar, se prostrar, etc.

Entendo que, jejum, oração, e outros fatores que nos leva à santificação, podem ser usados também, como instrumento ou como ponte que nos leva a pregar o evangelho para os incrédulos. Diante de tudo isso e além dos itens que citei, na opinião de vocês, quais são os outros fatores ou instrumentos que pode nos auxiliar na conversão de um ateu?

28 thoughts on “Converter um ateu

  1. Olá, Paz a todos…

    Um ateu é uma pessoa altamente intelectual, tem um QI acima da média, geralmente são médicos, matemáticos ou físicos. Muitos pertencem a uma ordem secreta: Grande Oriente ou Opus Dei. Seu status social foi conquistado com inteligência e astúcia. Não percebem milagres.

    A maioria dos pregadores são pessoas despreparadas para evangelizar um ateu. Muitos pronunciam mal o idioma pátrio e outros até mesmo não sabem ler. Os mais preparados pensam que a corrente teológica a qual defendem é o suficiente para convencê-los. Ignoram o fato de que a maiorias das guerras entre nações e raças tem como causa a discórdia religiosa.

    Não evangelize um ateu com palavras. Apenas ame-o! Viva uma vida de milagres. Seja cheio do Espírito de Deus. (I Coríntios 1:27) Você o conquistará para o Reino de Deus sem palavras! (I Pedro 3:1).

    Abraço a todos.

    • Cuma?

      Muitos pertencem a uma ordem secreta, Grande Oriente e Opus Dei?

      O Grande Oriente é uma sociedade maçônica. A maçonaria em si não é uma religião, e eles não discriminam seus integrantes pela orientação religiosa, mas para ser maçom você tem que necessariamente acreditar em uma entidade criadora do universo, então acredito que não seja muito comum a presença de ateus na sociedade.

      E a Opus Dei é uma prelazia da Igreja Católica. Na verdade alguns dizem que eles são a instituição católica mais conservadora que existe. Não sei qual relação com o ateísmo ela poderia ter.

      Mas em uma coisa eu concordo com você. Melhor do que disparar palavras bonitas buscando evangelizar um ateu é dar bons exemplos, aplicando o amor na prática. Se todas as pessoas que se consideram religiosas tão nobres falassem menos e agissem mais nobremente, o mundo talvez estivesse melhor. Como dizem, a palavra pode convencer, mas o exemplo arrasta.

      E é claro que esse amor pode ser aplicado independente da orientação religiosa da pessoa.

      • Olá amigo…

        Você parece ser bem inteligente e informado para fazer perguntas aqui…

        Mas é evidente que sabe apenas o que lê na WEB..

        Se você pesquisar, descobrirá que o Brasil elegeu um presidente membro do Opus Dei que afirmava ser ateu… Não acredite em tudo que você lê na WEB…

        Abraço

          • Mas é evidente que sabe apenas o que lê na WEB..
            Se você pesquisar, descobrirá que o Brasil elegeu um presidente membro do Opus Dei que afirmava ser ateu… Não acredite em tudo que você lê na WEB…

            “Então, por favor, qual é a fonte dessa sua informação?”

            exatamente!uaehauheuh

    • Os ateus foram convencidos pelo comportamento dos cristãos de que o deus que eles pregam é ruim demais pra ser amado, contraditório demais para existir, imperfeito demais para ser deus.

  2. Davi, pode ser que uma parte dos ateus o sejam por não quererem se prostrar, não quererem se submeter a um regime religioso aleatório, até mesmo porque alguns foram obrigados a isso durante uma parte da vida. Mas eu tenho sinceras dúvidas de que eles sejam a maioria.

    Acredito que pessoas que não querem se deixar controlar por doutrinas religiosas, mas ainda acreditam em algum deus, se tornam teístas ou deístas, passando a se considerar sem religião, mas acreditando em uma divindade à sua própria maneira. Eu tomo minha mulher como parâmetro: eu sou ateu, mas ela acredita em deus, porém não segue nenhuma religião, apesar de ter sido criada como católica. Hoje em dia ela vê todas as crenças e rituais religiosos como mitologias, mas não deixou de acreditar na existência de deus. E eu não tomei parte nenhuma nisso, foi por opção dela própria.

    Na verdade, acredito que a maioria dos ateus não acredite na existência de deus pelo mesmo motivo que não acreditam na existência do abominável homem das neves: falta de evidência verificável.

    Então se você quer uma dica infalível para converter um ateu, na verdade é muito simples. É só apresentar evidência palpável para a existência divina.

    Eu garanto que se, por exemplo, aparecesse uma figura entre as nuvens clamando ser deus e realizando feitos impossíveis de serem explicados pela lógica, eu seria o primeiro a admitir a existência divina.

    Mas enquanto esses fatos só existirem em relatos de um livro escrito ao longo de décadas por sociedades extremamente supersticiosas, tendo sofrido diferentes alterações para servir aos mais diversos interesses religiosos e políticos, além das mudanças sofridas por inúmeras traduções, interpretações, censuras e adições, ou ainda, somente no testemunho de pessoas que parecem ter um ganho pessoal com eles, eu prefiro seguir acreditando na posição mais verossímil.

  3. Bem, as respostas parecem ser complementares de certo modo.
    É verdade, o exemplo é mesmo o melhor caminho. Paulo disse que o imitássemos como ele imitou Jesus.
    Religiosos orgulhosos estão em toda parte, inclusive na Biblia. Estes estão longe de Deus. Vejam Marcos 12:28-34 um exemplo inverso, onde um escriba concorda Com Jesus, que diz: “Não estás longe do Reino de Deus”.
    De todo modo, concordo com a a resposta que nos incita à oração, inlusive pelos ateus. Acho que principalmente por eles. Podem ser boas pessoas, precisando só de um empurrão.

    Nosso amigo “Ateu, e daí?” frequenta esta página com alguma assiduidade. Esta sua última resposta me leva a acreditar que ele esteja mais para um cético do que para um ateu, pura e simplesmente. Conheço alguns e eles diriam que “se aparecesse uma figura entre as nuvens clamando ser deus e realizando feitos impossíveis de serem explicados pela lógica” eles não admitiriam ser Deus, mas um ET. Ou seja, nem cogitam e ponto final. Eu poderia dar meu testemunho a você sobre fatos inexplicáveis pela lógica. Você acreditaria?
    A Bíblia é incontestável. Ninguém, entre estudiosos e especialistas, ateus ou não, contesta os fatos que ela relata. É um engano comum dizer que é um livro: trata-se de uma compilação de livros, todos escritos sob inspiração de Deus. Sua coerência, similaridade no modo de apresentar os fatos e, digamos, estilo, não deixa dúvida para os crentes e causam espanto para os céticos (e para muitos ateus). Isso porque os originais de onde saíram estes livros eram todos assim desde o princípio. Bom ressaltar que não foram décadas para que fosse escrita, mas milhares de anos, o que aumenta sobremaneira a dificuldade para manter a “continuidade” (estilística, digamos) dos relatos. Se você já brincou de telefone sem fio sabe do que estou falando. E sei que essa é uma comparação péssima por não chegar nem a um bóson de ser sequer parecido.
    Interpretações? Podem sim servir a este ou aquele interesse, mas interpretações são oferecidas e delas extrai-se apenas o que se aproveita. Isso serve para qualquer área da vida, inclusive para relatórios médicos, leis ou textos advocatícios em geral. Infelizmente morreram muitos inocentes queimados por conta de interpretações religiosas. Ou pior: em nome de Deus, povos e civilizações foram dizimados; na verdade era só pretexto. Sabe quando um crime abominável aparece no noticiário e ninguém acredita que foi aquele acusado(a)? Então: melhor ter mais informação, estudar contextos históricos, ouvir e ler diversas dessas interpretações e só então formar uma opinião. Mas não podemos esquecer que Deus é Fiel, Fiel à palavra Dele. Ele não muda. E quem tem ouvidos para ouvir que ouça.
    Alterações? Há diferenças de conteúdo entre as Biblias da ICAR e Evangélicas porque nas evangélicas alguns livros nãos constam. Entre os Judeus, o Novo Testamento é ignorado, já que eles negam Jesus como Messias (não negam Sua existência, mas sua Deidade). Algumas palavras podem ter sido alteradas para facilitar a compreensão dos leitores contemporâneos, mas o importante é que se saiba o mandamento. Não matar, não assassinar, não cometer homicídio, tudo a mesma coisa certo? E sobre prostituição? Espero que troquem logo essa palavra, pois ela causa um monte de problemas de interpretação.
    Arqueólogos buscam e encontram evidências sobre fatos relatados na Bíblia. Veja os Pergaminhos do Mar Morto, por exemplo. Mas isso é o homem natural em busca de explicações para o que é sobrenatural. Não importa realmente para os crentes, ainda que possa fazer um cético pensar. E isso faz valer a pena.
    Também somos instados – nós, crentes – a levar uma vida de Santidade, para nos aproximarmos de Deus, já que somos imagem e semelhança Dele. Assim, se um cético ou ateu puder levar uma vida sem matar, roubar, adulterar, prostituir, MENTIR etc, estará se aproximando da perfeição de Jesus Cristo. Claro que é impossível para qualquer humano chegar lá, mas temos obrigação de tentar. Em todo caso, ateus, céticos, falsos profetas, religiosos bandidos, decadência moral, destruição da família, adoração ao dinheiro, vícios e muitos etc fazem parte da perdição do homem. Isso está na Bíblia!
    Talvez possa dizer que um frequentador de igrejas e cultos que se diz crente, mas é um mentiroso, ladrão, adútero etc está mais longe de Deus que um ateu ou cético que leve uma vida idônea. Em outras palavras vamos orar para que os céticos e ateus percebam a verdade – que é invisível, não palpável, mas que faz sentir Sua presença de modo difícl de entender apenas para quem não tenha boa vontade.

    Ósculo Santo a todos os irmãos – crentes, céticos ou ateus.

    • Acredito que eu me encontre na posição que chamam de “ateu agnóstico”. Não acredito na existência divina, mas não por pura convicção, e sim pela falta de evidência mostrando o contrário. Caso se apresente alguma evidência, eu passarei a acreditar.

      E no exemplo da aparição um ser estranho entre as nuvens realizando feitos aparentemente impossíveis, eu também consideraria a possibilidade de ser um ET, por que não? Somente depois de efetuadas maiores investigações que uma conclusão poderia ser tomada. As opiniões não alteram fatos, mas os fatos devem alterar as opiniões.

      Quanto à Bíblia ser incontestável… Bom, ela o é somente para quem acredita que ela foi escrita sob a inspiração de Deus, o que, pelo relatado acima, é o seu caso. Mas eu aconselharia a não esperar que um ateu ou mesmo um membro de outra religião a veja com a mesma reverência que você. Pergunte a um islâmico, a um budista ou a um hinduísta se ele acha a Bíblia incontestável…

      E como assim, ninguém, entre os estudiosos e especialistas contesta os fatos que ela relata? Existem às dúzias no mercado livros de historiadores e pesquisadores relacionando os fatos narrados na Bíblia com os fatos históricos e suas incongruências. A título de exemplo, aconselho a leitura de duas obras: A Bíblia – Uma Biografia, de Karen Armstrong e Quem Escreveu a Bíblia, de Bart Ehrman.

      E por alterações eu não estava querendo dizer as meras diferenças entre as Bíblias católicas e evangélicas atuais ou com o Torá judeu. Estou querendo dizer as alterações efetuadas pelas pessoas e instituições detentoras do poder ao longo dos séculos, para satisfazer suas necessidades religiosas e políticas. Como a inclusão da septuaginta pelos egípcios ou dos livros deuterocanônicos pelos católicos no século IV.

      Quanto à coerência, similaridade e continuidade, realmente é de se imaginar que um livro literalmente “montado” ao longo dos séculos e com tantos autores diversos fosse realmente apresentar alguma falha de continuidade ou contradições… E é justamente por isso que a Bíblia está cheia delas. Qualquer um que a tenha lido de cabo a rabo com um pouco de atenção e um olhar crítico poderia perceber isso, mas para facilitar, compilaram uma lista com as contradições existentes no texto bíblico. Ei-lo: http://www.bibliadocetico.net/contradicoes.html

      Espero que você não me entenda mal ao ler o que escrevi aqui. Estou apenas justificando o porquê de eu não aceitar a Bíblia como argumento incontestável da existência divina. Minha intenção não é ofender quem acredita piamente em suas palavras ou “converter” alguém para o ateísmo, até porque, se como a Tatiane falou abaixo, os ateus responderão colocando a razão acima de tudo, certamente os religiosos por sua vez irão encontrar respostas irracionais (no sentido literal da palavra) para justificar tudo o que expus aqui e manter sua crença.

      A intenção é também fazer com que nos entendamos, tentar fazer com que se compreenda porque um ateu pensa da maneira que pensa, e porque eu não acho que uma “salvação” é necessária em meu caso. Com certeza mesmo, só posso falar por mim, mas em geral, acredito que os ateus são felizes como são, não sentimos que algo esteja faltando para fazer nossa vida completa.

      E, como você, também acredito que nós tenhamos que viver nossa vida de maneira a semear a bondade e a prosperidade, embora acreditemos nisso por motivos diferentes. E exercer a tolerância mútua é uma importante parte do processo. Abraços.

    • “Bíblia INCONTESTÁVEL”? Vc já viu cobra falando, mulher nascendo da costela de homem, gente andando sobre águas, movendo montanhas com a ponta dos dedos, gigantes perambulando aqui e acolá, jumentos falando, homens sobrevivendo dentro do estômago de baleias, cabelos que dão superforça, pessoas que param o sol com as mãos, pessoas que viram estátuas de sal, anjos voando aqui e acolá, etc? Cadê as provas disso? Onde estão as evidências?

  4. Porque está escrito: ” ‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor, ‘diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus’ “.
    Romanos 14:11

  5. Só Deus meu caro Davi é que saberá como chegar ao coração de um ateu,por mais que oremos,jejuemos,intercedemos por ele,ele sempre saberá o que dizer e o que responder,colocando a razão acima de tudo.Mas nós que temos uma comunhão com Deus,temos que orar por ele e por todos em geral.

  6. Só através do testemunho de vida e uma vida de santidade e exemplo de vida é que podemos ser luz do mundo e sal da terra, como Yeshua (Jesus) foi e até hoje é citado entre os grandes Sábios da história, pois foi o único que dividiu a história em antes e depois dele.

  7. Caro usuário Ateu, e daí?,

    Entendo toda sua performance para expor suas críticas e opiniões afim de defender o que você acredita ou não. Não sou o dono da razão, tão pouco estou interessado na sua opinião com relação ao que acredita ou deixa de acreditar, não estou dizendo isso, com angustia ou ironia em minhas palavras.

    Entendo que não só você, mas o ateísmo no geral acredite que a melhor forma de se viver e não depender de um Ser Supremo, ou algo relacionado, entretanto, para nós Cristãos, não falamos de Deus para as pessoas, seja ela ateu ou não, para destrui-la ou tentar nos passar como melhor que vocês, quando falamos de Deus, queremos edifica-lo, alimenta-lo com palavras que para chegar ao coração, realmente é necessário que o mesmo seja aceptivo.

    Não falamos de Deus para nos engrandecer, para nos tornar diferentes, ou até mesmo para nos achar que somos melhores.

    Espero que você, assim como tantos outros, um dia tenha a experiência que tive, pois mesmo sem acreditar (como você) eu pude sentir o agir de Deus em minha vida.

    Um abraço.

    • Olá Davi.

      Desculpe se minhas respostas não foram de muita utilidade, normalmente eu não costumo dar minha opinião quando ela não é expressamente solicitada.

      Mas é que a partir do momento em que você fez a pergunta: “NA OPINIÃO DE VOCÊS, quais são os outros fatores ou instrumentos que pode nos auxiliar na conversão de um ateu?”, eu imaginei que você estava interessado na opinião das pessoas quanto ao assunto. Que dedução estranha a minha, não?

      Assim, tudo o que eu disse foi só imaginando que o relato direto de um ateu poderia ter alguma relevância para formar sua opinião quanto a tentar converter ateus. Porém, pelo visto eu estava enganado né…

      Mas como eu já comecei a expor meus pensamentos a respeito, deixe-me continuar, por uma questão de coerência.

      Eu sei que quando os religiosos (ou boa parte deles, já que não todos) falam de deus para as pessoas, é com boas intenções, que eles acreditam que estão fazendo algo que afinal deve ser feito, e que, inclusive, seu deus até ordena.

      Contudo, a meu ver, nesses casos o que falta é a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Tentar converter um ateu normalmente é inócuo, pois provavelmente ele não aceitará indiscutivelmente sua afirmações sem a apresentação de uma evidência palpável, e isso trará dois prováveis resultados: não terá efeito nenhum, ou irá deixá-lo nervoso, pois, como você bem demonstrou, nem todos têm interesse em receber a opinião dos outros quando estas são diferentes das que já se possui. Imagine um islâmico conversando normalmente com você, e de repente ele desata a falar do islã, que a religião dele é a correta, e que você também a deveria seguir. Ou um hinduísta. Você ia acreditar neles, ia repentinamente resolver seguir suas orientações religiosas, ia gostar da situação?

      Por esse motivo eu evito ao máximo a pregação do ateísmo. Eu dou conselhos quando acho que posso ajudar, mas não tenho a pretensão de fazer com que ninguém pense da mesma maneira que eu, só porque eu acho que essa é maneira certa de pensar para mim.

      Além disso, considere também, que a maior parte dos ateus já têm conhecimento do assunto que você irá falar. Quase todos eram religiosos ou já tiveram contato com alguma religião, e boa parte deles conhece muito bem os ensinamentos, dogmas e doutrinas das principais orientações religiosas. Não é o caso de nós nunca termos ouvido falar de deus. Nós já ouvimos, já pesquisamos, já pensamos a respeito e já tiramos nossas conclusões. Uma pesquisa feita nos EUA mostrou que o grupo social que mais conhecia a respeito das mitologias religiosas do país eram os ateus: http://saudesabervirtude.blogspot.com.br/2010/10/ateus-conhecem-mais-sobre-religiao-do.html. Não sei se em Terra Brasilis os resultados seriam parecidos, mas acredito que sim.

      Portanto, meu conselho à situação continua sendo o mesmo. A menos que você consiga evidências concretas da existência divina, não acredito que seja interessante tentar converter um ateu se ele não tiver demonstrado expresso interesse nisso. E eu daria o mesmo conselho a um ateu, se um crente não tem interesse na discussão, não tente demonstrar a ele porque você acha que seu Deus não existe.

      Afinal, se você acha que pode sentir o agir de Deus na vida, isso só demonstra que essa é uma situação pessoal. Se outras pessoas não sentem, não faz sentido você querer que elas cheguem às mesmas conclusões que você.

      • Ola td bem? Nao sei sei nome mas entendo seu ponto de vista sou estudante universitário de Matematica e Fisica e o que mais tenho é amigo ateu geralmente nesses cursos é oq mais encontra.Mas eu acredito em Deus nao sou preso em religiao, crença ,doutrina apenas acredito em Deus e tbm acredito em tudo q vem dele…..Com o passar do tempo no curso percebi que os meus amigos de sala acreditavam em Deus mas como todo fisico e matematico queriam provas para ficar mais claro.Existem provas relatos de que existe Deus e a resposta se vc procura-las vc vai encontrar se busca-las https://www.youtube.com/watch?v=Uq4SbgbFJT8 deixo um link para sua meditaçao se sentir curiosidade em ver abrass fique com Deus e que ele ilumine sempre seus caminhos….

        • Olá Bruno, meu nome é Pedro Lemos, prazer.

          Assisti ao vídeo. E sinceramente, achei ele somente um amontoado de falácias.

          Primeiro um esclarecimento: O que o autor do vídeo quer dizer com “a visão de mundo criacionista foi a base do método de pesquisa dos cientistas do passado”? Porque, até onde eu sei, o método científico não tem nada a ver com o criacionismo. Este, aliás, nem pode ser testado pelo método, por não se tratar de uma hipótese falseável. E o fato de alguns cientistas terem possuído crenças sobrenaturais não significa que essas crenças tenham sido “a base” de suas pesquisas ou dos métodos por eles utilizados. Então o que, afinal, se quis dizer com isso?

          Quanto a todo o resto do vídeo, que são só exemplos de grandes pensadores que, de uma maneira ou de outra, acreditavam em Deus – alguns ali tinham uma concepção de Deus bem diferente da pregada hoje em dia, a qual, se o autor do vídeo conhecesse, provavelmente nem faria questão de apresentá-los -, eu vou simplesmente copiar e colar aqui o trecho do livro Deus, um Delírio, do Dawkins, quando ele fala a respeito desse argumento dos cientistas admirados. Não porque o Dawkins seja uma autoridade incontestável a respeito do assunto, ou que esse livro seja a “Bíblia do ateísmo”, como eu já ouvi alguns crentes falarem, mas simplesmente porque eu concordo em grande parte com o que ele fala e, se fosse discutir a esse respeito, eu provavelmente reproduziria as mesmas ideias com palavras diferentes, entao é melhor evitar a fadiga. Se tiver paciência pra ler:

          “Newton era religioso. Quem é você para se achar superior a Newton, Galileu, Kepler etc. etc. etc.? Se Deus era bom o suficiente para gente como eles, quem você pensa que é?” […] Neste trecho concentro-me principalmente nos cientistas, porque — por motivos que talvez não sejam muito difíceis de imaginar — aqueles que propagandeiam os nomes de indivíduos admirados que seriam exemplares religiosos com frequência escolhem cientistas.

          Newton realmente afirmava ser religioso. Assim como quase todo mundo até — de modo significativo, na minha opinião — o século XIX, quando havia menos pressão social e judicial que nos séculos anteriores para se professar a religião, e mais apoio científico para abandoná-la. Houve exceções, é evidente, em ambas as direções. Mesmo antes de Darwin, nem todo mundo era crente, como mostra James Haught em seu ‘2000 years of disbelief: Famous people with the courage to doubt’ [2000 anos de descrença: Pessoas famosas com coragem de duvidar]. E alguns cientistas renomados continuaram acreditando depois de Darwin. Não temos motivos para duvidar da sinceridade cristã de Michael Faraday, mesmo depois da época em que ele deve ter tomado conhecimento da obra de Darwin. Ele era integrante da seita sandemaniana, que acreditava (no pretérito, porque hoje eles estão virtualmente extintos) numa interpretação literal da Bíblia, lavava os pés dos novos membros, num ritual, e fazia sorteios para determinar a vontade de Deus. Faraday tornou-se presbítero em 1860, o ano seguinte à publicação de ‘A origem das espécies’, e morreu, sandemaniano, em 1867. A contrapartida teórica do experimentalista Faraday, James Clerk Maxwell, era um cristão igualmente devoto. Assim como outro pilar da física britânica do século XIX, William Thomson, o lorde Kelvin, que tentou demonstrar que a evolução estava descartada por falta de tempo hábil. As datações equivocadas do grande termodinamicista pressupunham que o Sol era uma espécie de incêndio, que consumia um combustível que teria que ter se esgotado em dezenas de milhões de anos, não em bilhões de anos. Obviamente não se podia esperar que Kelvin conhecesse a energia nuclear. O divertido é que, na reunião de 1903 da Associação Britânica, coube a sir George Darwin, segundo filho de Charles, vingar seu pai, que não tinha título de cavaleiro, ao invocar a descoberta do rádio pelos Curie, pondo em dúvida a estimativa prévia de lorde Kelvin, que ainda estava vivo.

          Fica cada vez mais difícil encontrar grandes cientistas que professem sua religião ao longo do século XX, mas eles não são especialmente raros. Desconfio que a maioria dos mais recentes é religiosa apenas no sentido einsteiniano, o que, como argumentei no capítulo l, é um uso equivocado da palavra. Mesmo assim, existem alguns espécimes genuínos de bons cientistas que são sinceramente religiosos, no sentido pleno e tradicional. Entre os cientistas britânicos contemporâneos, os mesmos três nomes aparecem com a familiaridade agradável do nome dos sócios de uma firma dickensiana de advocacia: Peacocke, Stannard e Polkinghorne. Os três ou ganharam o prémio Templeton ou fazem parte do conselho consultor da Templeton. Depois de discussões amistosas com todos eles, tanto em público como na esfera privada, continuo perplexo, não tanto por sua crença em uma espécie de legislador cósmico, mas por sua crença nos detalhes da religião cristã: a ressurreição, o perdão dos pecados e tudo o mais.

          Há alguns exemplos correspondentes nos Estados Unidos, como por exemplo Francis Collins, diretor administrativo do braço americano do Projeto Genoma Humano oficial. Mas, assim como na Grã-Bretanha, eles se destacam por sua raridade e são objeto de uma perplexidade divertida por parte de seus pares da comunidade académica. Em 1996, nos jardins de sua antiga faculdade, em Cambridge, o Clare College, entrevistei meu amigo Jim Watson, génio fundador do Projeto Genoma Humano, para um documentário da BBC que estava fazendo sobre Gregor Mendel, génio fundador da própria genética.Mendel, evidentemente, era religioso, um monge agostiniano; mas aquilo foi no século xix, quando se tornar um monge foi o meio mais fácil para o jovem Mendel explorar seus estudos científicos. Para ele, era o equivalente a uma bolsa de pesquisas. Eu perguntei a Watson se ele conhecia muitos cientistas religiosos hoje em dia. Ele respondeu: “Virtualmente nenhum. Às vezes os encontro, e fico meio sem jeito [risos] porque, sabe, não consigo acreditar em ninguém que aceite a verdade pela revelação”.

          Francis Crick, co-fundador junto com Watson de toda a revolução da genética molecular, abriu mão de sua associação ao Churchill College, de Cambridge, por causa da decisão da faculdade de construir uma capela (a pedido de um benfeitor). Na entrevista com Watson em Clare College, eu lhe disse, de propósito, que, diferentemente dele e de Crick, algumas pessoas não vêem conflito entre a ciência e a religião, porque alegam que a ciência trata de como as coisas funcionam, e a religião trata de para que as coisas servem. Watson replicou: “Bom, não acho que existamos para nada. Somos só produtos da evolução. Você poderá dizer: ‘Credo, sua vida deve ser bem sem graça, se você não acha que existe um propósito’. Mas estou esperando ansiosamente um gostoso almoço”. E realmente tivemos um gostoso almoço.

          O empenho dos apologistas para encontrar cientistas modernos destacados que sejam religiosos tem um certo ar de desespero, produzindo o som inconfundível de raspar o fundo da panela. A única página da internet que consegui achar com uma suposta lista de “Cristãos Vencedores de Prêmios Nobel Científicos” apresentou seis nomes, do total de várias centenas de Nobel científicos. Desses seis, quatro na verdade não eram nem vencedores do Nobel; e pelo menos um, que eu saiba, é um descrente que vai à igreja por motivos puramente sociais. Um estudo mais sistemático de Benjamin Beit-Hallahmi descobriu que entre os laureados pelo prémio Nobel nas áreas científicas, assim como na literatura, houve um grau notável de irreligiosidade, se comparado com as populações das quais eles são oriundos”.

          Um estudo na importante revista Nature, de Larson e Witham, em 1998, mostrou que dentre os cientistas americanos considerados eminentes o bastante para serem eleitos para a Academia Nacional de Ciências (o equivalente a pertencer à Royal Society na Grã-Bretanha) apenas cerca de 7% acreditam num Deus pessoal. Essa enorme preponderância de ateus é quase que o exato oposto do perfil da população americana em geral, da qual mais de 90% são formados por pessoas que acreditam em algum tipo de ser sobrenatural. O número entre cientistas menos eminentes, não eleitos para a Academia Nacional, é intermediário. Assim como na amostra mais destacada, os que acreditam na religião são minoria, mas uma minoria menos drástica, de cerca de 40%. O fato de os cientistas americanos serem menos religiosos que o povo americano em geral é exatamente como eu teria imaginado, assim como o de os cientistas mais destacados serem os menos religiosos. O que é notável é a oposição completa entre a religiosidade do povo americano em geral e o ateísmo da elite intelectual.

          Chega a ser divertido o fato de o principal site criacionista, Answers in Génesis, citar o estudo de Larson e Witham não como evidência de que pode haver alguma coisa errada com a religião, mas como uma arma em sua batalha interna contra os apologistas rivais que defendem que a evolução é compatível com a religião. Sob o título “Academia Nacional de Ciências é ateia até o fundo da alma”, o Answers in Génesis cita, satisfeito, o parágrafo que conclui a carta ao editor escrita por Larson e Witham à Nature:

          “Quando compilávamos nossas conclusões, a ANC [Academia Nacional de Ciências] divulgou um livrete incentivando o ensino da evolução nas escolas públicas, uma fonte de atrito permanente entre a comunidade científica e alguns cristãos conservadores nos Estados Unidos. O livreto garante aos leitores: “A existência ou a inexistência de Deus é uma questão sobre a qual a ciência é neutra”. O presidente da ANC, Bruce Alberts, disse: “Há muitos integrantes
          importantíssimos desta academia que são pessoas muito religiosas, pessoas que acreditam na
          evolução, muitas delas biólogos”. Nossa pesquisa sugere uma realidade diferente.”

          Alberts, ao que parece, adotou o MNI pelos motivos que discuti em “A escola Neville Chamberlain de evolucionistas” (veja o capítulo 2). O Answers in Genesis tem uma agenda bem diferente.

          O equivalente à Academia Nacional de Ciências americana na Grã-Bretanha (e do Commonwealth, incluindo Canadá, Austrália, Nova Zelândia, índia, Paquistão, a África anglófona etc.) é a Royal Society. Quando este livro foi impresso, meus colegas R. Elisabeth Cornwell e Michael Stirrat escreviam o relato de sua pesquisa comparável àquela, mas mais profunda, sobre as opiniões religiosas dos integrantes da Royal Society. As conclusões dos autores serão publicadas mais tarde em sua totalidade, mas eles gentilmente me permitiram citar os resultados preliminares aqui. Utilizaram uma técnica-padrão para medir opiniões, a escala Likert, de sete pontos. Todos os 1074 integrantes da Royal Society que possuem endereço eletrônico (a grande maioria) foram consultados, e cerca de 23% responderam (um bom número para esse tipo de estudo). Foram oferecidas a eles várias afirmações, como. por exemplo: “Acredito em um Deus pessoal, que tem interesse pelas pessoas, que ouve preces e as atende, que está preocupado com o pecado e com transgressões e que faz juízos”. Para cada afirmação como essa, eles foram convidados a escolher um número de 1 (forte discordância) a 7 (forte concordância). É meio difícil comparar os resultados diretamente com os do estudo de Larson e Witham, porque estes ofereceram aos académicos uma escala de apenas três pontos, e não de sete, mas a tendência geral é a mesma. A imensa maioria dos integrantes da Royal Society, assim como a imensa maioria dos academicos dos EUA, é de ateus. Apenas 3,3% dos membros da Royal Society concordaram fortemente com a declaração de que existe um deus pessoal (isto é, escolheram 7 na escala), enquanto 78,8% discordaram fortemente (isto é, escolheram 1 na escala). Se definirmos como “crentes” os que escolheram 6 ou 7, e se definirmos como “descrentes” os que escolheram 1 ou 2, houve um número maciço de descrentes, 213, contra parcos doze crentes. Assim como Larson e Witham, e como também foi observado por Beit-Hallahmi e Argyle, Cornwell e Stirrat encontraram uma tendência pequena, mas significativa, de os cientistas da área da biologia serem ainda mais ateus que os cientistas da área da física. Para os detalhes, e para o restante de suas interessantíssimas conclusões, por favor confira o trabalho deles quando ele for publicado.

          Deixando para lá os cientistas de elite da Academia Nacional e da Royal Society, há alguma evidência de que, na população em geral, é mais provável encontrar ateus entre os mais instruídos e mais inteligentes? Várias pesquisas já foram publicadas a respeito da relação estatística entre religiosidade e nível de instrução, ou religiosidade e QI. Michael Shermer, em How we believe: The search for God in an age of science [Como acreditamos: a busca por Deus na era da ciência], descreve uma grande sondagem com americanos escolhidos aleatoriamente, realizada por ele e seu colega Frank Sulloway. Entre os muitos resultados interessantes estava a descoberta de que a religiosidade realmente mantém uma correlação negativa com o nível de instrução (as pessoas mais instruídas têm uma tendência menor a ser religiosas). A religiosidade também mantém correlação negativa com o interesse na ciência e (de forma contundente) com o liberalismo político. Nada disso é de surpreender, nem o fato de que há uma correlação positiva entre a religiosidade da pessoa e a dos pais. Sociólogos que estudaram crianças britânicas observaram que apenas uma entre cada doze rompe com as crenças religiosas dos pais.

          Como era de esperar, pesquisadores diferentes mensuram as coisas de formas diferentes, por isso é difícil comparar estudos diferentes. A metanálise é uma técnica em que um pesquisador analisa todos os trabalhos publicados sobre determinado tópico e compara o número de estudos que concluíram uma coisa com o número dos que concluíram outra coisa. A respeito de religião e QI, a única metanálise que conheço foi publicada por Paul Bell na Mensa Magazine em 2002 (a Mensa é a sociedade de indivíduos de QI elevado, e sua revista, nada surpreendentemente, inclui artigos sobre aquilo que os reúne). Bell concluiu: “Dos 43 estudos realizados desde 1927 sobre a relação entre crença religiosa e a inteligência e/ou o nível de instrução da pessoa, todos, com exceção de quatro, observaram uma conexão inversa. Isto é, quanto maior a inteligência ou o nível de instrução da pessoa, menor é a probabilidade de ela ser religiosa ou ter qualquer tipo de ‘crença'”.

          Uma metanálise é sempre fadada a ser menos específica que qualquer um dos estudos que contribuíram para ela. Seria bom haver mais estudos nessa linha, e mais estudos com integrantes de grupos de elite, de outras academias nacionais e com vencedores de prémios e medalhas importantes como o Nobel, o Crafoord, o Field, o Kyoto, o Cosmos e outros. Espero que as edições futuras deste livro incluam esse tipo de dado. Uma conclusão razoável, a partir dos estudos existentes, é que os apologistas religiosos seriam mais sábios se ficassem mais calados do que normalmente são sobre as pessoas que querem usar como exemplos, pelo menos no que diz respeito aos cientistas.”

  8. Olá, pessoal boa noite! Bom referente a este assunto, tenho a dizer o seguinte: Nenhum ser humano tem tal poder de converter alguem.
    Por que não é isso que Deus quer. Deus quer que todos a prendam a verdade sobre ele e seu Filho, conforme nos mostra o evangelho de João 17:3.
    Depois deste conhecimento , é Deus quem vai analisar se a pessoa se qualifica prar ser seguidor de seu Filho Jesus Cristo.
    Então se você pretende converter alguem, primeiro transmita para ele a verdade baseada na palavra de Deus, e tenha paciencia pois você está prantando mais é Deus quem faz crescer.

    Talvez não saiba, mais um dos grande motivo do almento do Ateismo no mundo, é justamente: As mentiras sobre Deus ensinadas nas Religiõe, e as atrocidades cometidas pelas religiões em nome de Deus no de correr da história.

    Note o depoimento de alguns dele:

    Os fatores que contribuem para a descrença: Nem todos os ateus foram criados assim. Muitos foram criados numa religião, e outrora acreditavam em Deus. Entretanto, graves problemas de saúde ou na família, ou certas injustiças que sofreram, enfraqueceram a sua fé. No caso de outros, o que lhes foi ensinado nos cursos de ensino superior teve um impacto negativo no seu conceito sobre Deus.
    3 Desde nascença, uma mulher em Paris sofria de uma doença debilitante nos ossos. Embora fosse batizada como católica, dizia-se atéia. Quando ela perguntou às freiras por que Deus havia permitido que nascesse com essa deficiência, a resposta delas foi: “Porque ele ama você.” Ela não aceitou essa idéia absurda. Também, considere o caso de um jovem na Finlândia que foi diagnosticado como tendo uma doença muscular incurável, e dependia de cadeira de rodas. A mãe o levou a um pentecostal que afirmava curar doentes. Mas não houve uma cura milagrosa. Em resultado disso, o jovem perdeu seu interesse em Deus e tornou-se ateu.
    Um homem em Honduras foi criado como católico, mas estudou filosofia socialista e ateísmo. Convencendo-se, pelo ensino na universidade, de que a humanidade é produto da evolução, deixou de crer em Deus. Similarmente, uma mulher nos Estados Unidos foi criada como metodista. Na faculdade, ela teve aulas de psicologia. Como ficou afetada a sua crença? Ela disse: “Num verão destruíram todo o vestígio de fé que eu tinha na religião.”

    O fracasso da religião
    Ironicamente, um fator decisivo para o ateísmo é a própria religião. O historiador Alister McGrath explica: “Acima de tudo, o que induz as pessoas ao ateísmo é um sentimento de repulsa contra os excessos e fracassos da religião organizada.” A religião muitas vezes é vista como causa de guerras e violência. O ateu e filósofo Michel Onfray, refletindo sobre esse assunto, se perguntou como é possível que o mesmo livro religioso inspire dois tipos de homem: um “que quer atingir a santidade” e o outro “que comete uma crueldade desumana” — um ato de terrorismo.
    Muitas pessoas têm amargas lembranças de seu envolvimento com a religião. Durante seu serviço militar, um jovem sueco chamado Bertil escutou o capelão do exército justificar a violência ao se referir ao aviso de Jesus de que aqueles que tomassem a espada, pereceriam pela espada. O capelão argumentou que tem que haver alguém para usar essa espada, de modo que o soldado com certeza é um servo de Deus! — Mateus 26:52.
    Bernadette, cujo pai foi morto na França durante a Segunda Guerra Mundial, lembra-se de se sentir indignada com as palavras do sacerdote no enterro de sua prima de 3 anos: “Deus chamou esta criança para ser um anjo.” Mais tarde, Bernadette teve um filho deficiente, e também não recebeu nenhum consolo da igreja a respeito disso.
    Ciarán, que cresceu no meio da violência na Irlanda do Norte, sentia repugnância pela doutrina do inferno de fogo. Ele dizia que odiava qualquer Deus que fosse responsável por tanta maldade, e desafiou Deus a matá-lo, se realmente existisse. Ciarán não está sozinho nessa revolta contra esses ensinos religiosos cruéis. De fato, esses dogmas talvez tenham preparado o caminho para a teoria da evolução. De acordo com Alister McGrath, foi a “profunda repulsa” que Darwin sentia pela doutrina do inferno de fogo, e não sua crença na evolução, que levantou dúvidas em sua mente sobre a existência de Deus. McGrath também mencionou que Darwin passou por “grande pesar por causa da morte de sua filha”.

    Para alguns, a prática da religião é sinônimo de ignorância e fanatismo. Irina, que estava farta dos sermões religiosos vazios e das ladainhas repetitivas, disse: “Na minha opinião, as pessoas religiosas não pensam.” Louis, revoltado com os atos bárbaros praticados por fanáticos religiosos, assumiu uma posição mais radical: “Por anos a religião me mostrou seu lado enfadonho, agora ela me mostrou seu lado monstruoso. Tornei-me um opositor ferrenho de todas as religiões.”

    Em 1803, o presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, escreveu: “Deveras me oponho às corrupções do cristianismo; mas não aos preceitos genuínos do próprio Jesus.” Sim, há uma diferença entre cristandade e cristianismo. Muitos dos credos da cristandade se fundam em tradições humanas. Em contraste com isso, o verdadeiro cristianismo baseia suas crenças exclusivamente na Bíblia. Assim, Paulo escreveu aos colossenses do primeiro século que eles deviam adquirir “conhecimento exato”, “sabedoria” e “compreensão espiritual”. — Colossenses 1:9, 10.
    É isso o que devíamos esperar dos cristãos genuínos, pois Jesus ordenou seus seguidores: “Fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as . . . , ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” — Mateus 28:19, 20.

  9. Usuário Ateu, e daí?:

    Entendo e respeito os pontos abordados por você, porém tenho que ressaltar que na descrição de minha pergunta, escrevi o seguinte:
    “…na opinião de vocês, quais são os outros fatores ou instrumentos que pode nos auxiliar na conversão de um ateu?”
    Obs: Observe que eu peço apenas para indicar ‘fatores ou instrumentos’.

    Na minha declaração, logo após o seu comentário eu disse:
    “…tão pouco estou interessado na sua opinião com relação ao que acredita ou deixa de acreditar…”
    Obs: Com todo respeito, eu não me interesso pela sua incredulidade. Muito pelo contrário.

    Veja que o seu questionamento:
    “…eu imaginei que você estava interessado na opinião das pessoas quanto ao assunto. Que dedução estranha a minha, não?”
    Obs: Estava e estou interessado na sua opinião e nas dos demais usuários, porém, minha pergunta não foi tão ampla como você interpretou.
    Só fiz esse levantamento, para que não tenha mais divergências em nossas discussões.

    ==================================

    Usuário paulo s, calado:
    Entendo seus pontos, não sei se você tem alguma convicção religiosa ou apenas “crê”, entretanto, não estou aqui discutindo religiosidade, uma das coisas as quais Jesus mais pregou, foi contra a religiosidade, pessoas que vivem sob um ‘guarda-chuva espiritual’ ao qual não leva a nada, apenas à prisão interna da pessoa por toda a vida.

    Vivemos em um estado democrático, o que eu acho o correto, talvez não seja para você. Como Cristão e como aconteceu comigo, tenho que levar A Mensagem aos que não a conhecem como ela é.

    Grande abraço a vocês!

    • Acho que compreendi. Sua pergunta era mais limitada então.

      Você buscava somente opiniões que ajudassem a encorajar suas já existentes intenções, ignorando conscientemente qualquer outra que recomendasse o contrário, ainda que bem embasadas.

      Diante disto, recolho-me ao silêncio então. Boa sorte em suas conversões. Abraços.

  10. Um ateu se baseia pela lógica e pela razão. Baseado nisto, gostaria que o nobre ateu me respondesse uma questão. Suponhamos que você estivesse caminhando por um rochedo ai você encontra uma rocha no formato de um cubo. A sua lógica e razão dizem que aquela rocha é obra do acaso. em meio a milhões de rochas é razoável e aceitável e eu aceito, a ideia do acaso fortuito dessa rocha se parecer a um cubo. mas, caminhado adiante no rochedo você encontra um busto talhado na rocha com todos os detalhes da silhueta humana , nariz, boca, olhos, marcas de expressão , uma verdadeira figura humana. O QUE DIZ A SUA LÓGICA E RAZÃO?

    • ???

      Não entendo qual a relação que uma suposição como essa tem com a pergunta feita no tópico… mas tudo bem.

      No caso hipotético que você aventa, acredito que as chances de me deparar com uma rocha que apresente a silhueta humana, (ou que nós achemos que se parece uma silhueta humana, já que obviamente ela não seria uma silhueta humana de verdade) são ainda maiores do que dar de cara com uma rocha em formato de um cubo perfeito. Eu ficaria muito mais espantado com o cubo, considerando-se os milhares de casos de pareidolia que vêm à tona todo dia.

      Mas, respondendo à sua pergunta: o que minha lógica e razão diriam? Não sei, várias hipóteses poderiam ser levantadas. A quantidade de informações a respeito de uma situação são muito importantes para que essas hipóteses cheguem o mais próximo possível da realidade.

      Com o pouco de informações que você deu nesse caso, no fundo, poderia ser qualquer coisa que eu imaginasse possível. Unicórnios que esculpem com seus chifres, pronto. No final das contas, qualquer coisa que eu ache provavelmente não teria muita relação com a realidade pois seria apenas minha opinião. E opiniões, como sabemos, não necessariamente correspondem à realidade.

      Então o ideal seria que mais dados fossem recolhidos, alguns testes realizados, algumas hipóteses postas à prova para que se pudesse chegar a uma conclusão mais crível. Informações como, onde a rocha está localizada, quem tem acesso ao terreno, se existem precedentes desse caso, se existem evidências de manipulação no material, etc, seriam relevantes para se elaborar hipóteses mais prováveis e se chegar a uma conclusão mais verossímil.

      Qualquer conclusão sem informações e testes hipotéticos seria precipitada, e em geral se mostram falsas.

  11. Um ateu tem falta de conhecimento. Exemplo: Um leigo em ciências não entende que uma átomo é tri uno. E muito menos que uma célula é tri uno. E um ateu é leigo no conhecimento de Deus tri uno, por isso, não crê que deus existe. Logo, se explicarmos para um ateu, com provas científicas, que Deus tri uno criou a célula tri una e o átomo tri uno ele pode entender que Deus criou o universo.

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