Um cigano pode ser pastor sem deixar suas tradições de lado?

Pode um cigano ser pastor, mesmo vivendo nas tradições dele? Sei de uma igreja que o pastor é cigano e vive nas suas tradições ainda. Como isso pode?

4 ideias sobre “Um cigano pode ser pastor sem deixar suas tradições de lado?

  1. pode sim , pois e so fazer o que todos os que praticaram coisas ruins e se arrependeram e viraram pastores eles nao sao melhores e tao piores que o cigano …

  2. Claro que pode. O meu pai é pastor e não abdicou das suas tradições pois elas não contra a palavra de Deus( Biblia Sagrada). Para Deus interessa que o pastor tinha um coração puro, um bom testemunho perante os restantes membros e que faça crescer a obra. DEus não faz escolhas segundo a côr ou etnia, Deus escilhe os puros de coração.

  3. Meus amigos, espero que todos estejam bem.
    Bom, inicialmente, quero informar que o termo correto é Roma, se pronuncia ROMÁ, e não cigano, que é um termo pejorativo. Partindo deste principio eu digo que mesmo que não existisse nenhuma religião no mundo os Romas continuariam praticando seus costumes, que são costumes etnicos e de tradição cultural e não apenas religiosos, como exemplo posso citar familias de ciganos evangélicas, católicas etc. Ou seja, ser um roma não quer dizer que você seja um adorador do demônio, quer dizer que você tem suas tradições assim como todo e qualque outro povo de outra etnia. Um exemplo, um árabe, que se veste com suas túnicas tradicionais e tem um comércio de tapetes, pode optar por uma determinada religião e ele continuará sendo árabe, o preconceito faz com que nós queiramos que o árabe tenha atitudes como as que nós temos, mas entendam que é uma cultura milenar, bem mais antiga que o próprio cristianismo e somos nós quem devemos respeitar suas tradições. O que quero dizer com isso meus irmãos é que não existe nenhum tabu para lidar com os romas, assim como não existem problemas para lidar com árabes, australianos, indianos, africanos, brasileiros etc. Oque devemos entender é que é preciso primeiro compreender bem seus costumes para que o etnocentrismo não tome conta de nós, com isso afirmo que primeiro é preciso entender a cultura do outro e perceber realmente do que se trata, assim a palavra de Deus não será dita como barganha para a salvação. Um roma acredita em Deus assim como todos, tem suas vestes, suas tradições e trabalhos peculiares, porém perguntar se ele deixa de ser “cigano” é como perguntar se um africano deixa de ser africano só porque mora no Brasil. Ser um roma (cigano) é ser membro de uma grande familia que tem qualidades e problemas como todas as familias tem, incluindo os lares protestantes de todo o mundo. Para entender melhor os “ciganos” primeiro entenda que ele não é diferente de você e merece ser tratado como você trata sua esposa, filho, marido, pai, mãe, vizinho, pastor etc, pois um dos ensinamentos de Jesus foi amar ao próximo como a ti mesmo, então paremos de dizer “se o cigano fizer isso” ou “se o cigano fizer aquilo” não existe “o cigano” existe o ser humano, então o “cigano” é como você e pode optar por qualquer religião existente e continuará sendo cigano, assim como o africano que pode ter vindo de uma tribo de alguma região do norte da África, se converter ao judaísmo e ele ainda assim será africano. Então não tratemos os romas como “o outro” e sim, como um de nós, pois é isso que são, enquanto houverem perguntas como essa os “ciganos” continuarão sendo tratados como diferentes. Percamos essa mascara de intelectualidade e tentemos entender que Jesus nunca faria perguntas como essa, acredito que ele pensaria algo como “Não existe negro, não existe branco, não existe indio, não existe muçulmano, não existe cigano, somos todos um só ser perante o Pai”.

    Um grande abraço à todos, muitíssima luz e reflexão.
    Fiquem na paz de nosso Sr. Jesus Cristo.

    Wesley Faria, um Romá ou se preferirem, um cigano;

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